Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra, em primeiro plano, uma boneca no chão, e em segundo plano, desfocada, uma menina deitada no chão com as mãos servindo como travesseiro.
por Jadson Falcão
Segundo estudos feitos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mantido pelo governo federal, no ano de 2012, no Brasil, ocorreram 7.592 denúncias de abuso sexual de crianças de até 9 anos de idade, o que corresponde a uma média de 20 casos por dia. Na faixa etária de 10 à 19 anos, o número de casos aumenta, chegando, nesse ano, a 9.919 casos, com uma média de 27 por dia. Essas estatísticas mostram apenas os casos que foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas, na maioria das vezes, as vítimas de abuso sexual não denunciam os casos, seja por medo de que sua palavra não seja levada a sério, ou por medo de ver o parente preso.
Descrição para cegos: foto mostra um garoto no chão no corredor de uma escola sendo chutado por outros dois garotos e ao fundo, no lado esquerdo, há algumas garotas observando os meninos.
Por Bruna Cairo
Na formação humana, cada indivíduo vai sendo construído
para viver em harmonia social com seus semelhantes. Isso quer dizer que a
formação social perpassa pelo respeito às regras de convivência que são
constituídas coletivamente ao longo dos tempos e servem para que possamos viver
de forma suportável. Desde que nascemos, aprendemos o que fazer e o que não
fazer, ou seja, aprendemos a ter limites e parâmetros, num processo de
socialização contínuo; quando não obedecemos as regras que a sociedade
determina, por meio do direito e normas, espera-se que sejamos punidos para que
possa manter-se uma organização na sociedade.
Descrição para cegos: a imagem é uma xilogravura que mostra uma família. O pai, que é um sertanejo, apoiando seu braço esquerdo no pescoço de um jumento enquanto carrega uma arma, na mão direita, apoiada no ombro do mesmo lado. O jumento leva três crianças, no qual duas estão amarradas em uma espécie de bolsa e a terceira criança está segurando em uma das alças da bolsa, com a mão direita, enquanto carrega na cabeça e segura com a mão esquerda uma caixa com um pássaro em cima. Atrás deles, andando, há um menino levando uma gaiola com um pássaro sobre a cabeça e segurando uma coleira amarrada a um cachorro. Ao lado do animal, há a mãe que está grávida com a mão esquerda sobre a barriga.
Não
faltaram comentários preconceituosos nas redes sociais depois do resultado das
eleições. O curioso é que tais sites de relacionamentos são frequentados, em
sua maioria, por jovens. Pensando nisso, podemos nos perguntar “por que os
jovens que deveriam clamar por mudanças se mostram mais conservadores do que os
adultos com seus preconceitos enraizados?” Tentando responder esta pergunta
Andréa Ramal escreveu um texto dizendo que talvez esse preconceito venha da
educação e justifica de forma inteligente o porquê desta afirmativa, além de
estimular a criação de oportunidades para uma educação que possa diminuir os
racismos e xenofobismos existentes. (Bruna Cairo)
Descrição para cegos: foto mostra Lígia Malta gesticulando. Ela está sentada, na mesa há vários cadernos abertos e, à frente, a câmera filmando-a, com ela aparecendo no visor.
Na quarta-feira, 8 de outubro, os alunos
de Jornalismo da UFPB Bruna Cairo, Lucas Lourenço e Tâmara Luana realizaram um
colóquio sobre infância e adolescência para a disciplina Jornalismo e
Cidadania. A professora convidada foi Maria Lígia Malta Farias, Coordenadora do
Curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas, no Campus I da UFPB, e
vice-Coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos.
Seguem os vídeos do colóquio.
No primeiro vídeo, Lígia Malta fala
sobre os direitos fundamentais da criança e do adolescente e das
responsabilidades da família, da sociedade e do Estado na garantia desses
direitos.
Descrição para cegos: foto mostra uma menina com a mão na frente fazendo o símbolo da paz, com o dedo indicador e médio para cima enquanto segura os outros dois com o polegar. Ao seu lado, há a frase em cor branca "A gente precisa de alguém que defenda as crianças." e embaixo "#voteemmim". No fundo, de modo desfocado, há cadeiras amarelas e livros infantis.
A Agenda pela Infância 2015-2018 é uma iniciativa do Fundo
das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e visa conscientizar candidatxs à
Presidência da República e aos governos dos Estados e seus eleitores de sete
direitos básicos das crianças e adolescentes brasileiros. A campanha que
estabelece metas a serem cumpridas durante os próximos quatro anos, ainda conta
com ações nas redes sociais, com a hashtag #voteemmim. Os sete compromissos são
enumerados em vídeos curtos, onde os candidatos, interpretados por três
crianças, pedem aos eleitores que votem nas crianças. A intenção é de que esses
vídeos e o documento sejam compartilhados pelos internautas com a seguinte
pergunta: “O que você vai fazer pela infância?” (Lucas Lourenço).
Quer saber mais sobre a campanha?
Clique no link abaixo:
Descrição para cegos: imagem mostra o pôster do filme De Menor, no qual aparece uma menina agachada de costas na beira do mar com a mão direita sob a areia. Na parte superior está os prêmios que o filme recebeu e embaixo o título seguido de sua descrição. Abaixo da menina está as marcas dos apoiadores.
A história, roteirizada e dirigida pela
cineasta paulista Caru Alves de Souza, traz de forma sutil e poética a convivência
da defensora pública Helena (Rita Batata) com os adolescentes infratores da
cidade de Santos, ao mesmo tempo em que tem de assumir o papel de mãe na
relação com seu irmão Caio (Giovanni Gallo). O ponto de tensão da trama se dá
no momento em que a advogada se depara com a realidade do seu trabalho
intrinsecamente ligada à sua vida pessoal, quando seu irmão, após ter cometido
um ato infracional, passa a receber o mesmo tratamento dos menores defendidos por ela.
Descrição para cegos: ilustração mostra um menino, à esquerda, e uma menina, à direita, segurando entre eles o planeta Terra.
No mês passado, o
Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) escolheu o tema Investir na juventude para lembrar o Dia
Mundial da População, comemorado no dia 11 de julho. A data representa o início
das atividades a serem realizadas para ano de 2015, tendo os jovens como
prioridade. No Brasil, esta ação será denominada Jovens somamos mais. (Kamila Katrine)
Descrição para cegos: foto mostra duas meninas e dois meninos em um gramado correndo atrás de uma bola.
Um dos direitos fundamentais das crianças é o direito ao lazer, e nada melhor do que fazer isso do jeito certo, não? O site Hypescience divulgou no dia 12 um estudo realizado por canadenses que prova, cientificamente, aquilo que a maioria de nós escuta desde cedo: crianças que brincam ao ar livre são mais saudáveis. A publicação original com a pesquisa completa, em inglês, é do The Journal of Pediatrics, em 10 de julho de 2014. (Maryjane Costa)
Por que as crianças precisam brincar ao ar livre?
Se alguém me parasse na rua e me fizesse essa pergunta do título, eu podia muito pegar um café e me acomodar em uma cadeira bem confortável. Iria começar uma sessão de “senta que lá vem a história”, de tantas respostas que eu teria. Mas dessas tantas, a grande maioria me parece muito óbvia: porque criança tem que conhecer o mundo, fazer suas próprias descobertas, ver a natureza – por mais editada que ela seja no nosso jardim.
Descrição para cegos: foto mostra pessoas, apenas a partir do ombro, em fila e vestindo mesma roupa, uma camisa de manga comprida, shorts e sandálias na cor roxa, com as mãos para trás.
Este ano, o Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA) completa 24 anos. Durante todo esse tempo,
várias batalhas foram travadas a favor dos direitos das crianças e dos
adolescentes. Entretanto, essas batalhas não foram suficientes para transformar
suas realidades. Em artigo veiculado ao Blog da Andi Comunicação e Direitos,
Carlos Nicodemos, membro do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, afirma
existir uma crise do ECA. (Kamila Katrine)
Descrição para cegos: foto mostra um homem beijando a testa de uma criança deitada que está suja e ferida com os braços unidos sobre o corpo. Ela está com os olhos abertos para cima e, atrás, há outros corpos de crianças.
No
final de julho, o Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas emitiu
declaração sobre o impacto da operação militar de Israel na Faixa de Gaza. Na
declaração, o Comitê faz referência ao número de crianças mortas e também àquelas
que perderam os pais e os seus lares.
Abaixo,
você pode conferir a Declaração do Comitê dos Diretos da Criança das Nações
Unidas, traduzida por A. Kahwage. (Kamila Katrine)
Foto: James Mollison. Descrição para cegos: montagem mostra duas fotos. À esquerda, a foto de um menino segurando um martelo, apoiando-o em seu ombro. Ele veste uma camisa quadriculada rosa. À direita, há um quarto coberto de palha no teto. No centro há uma cama com lençóis bagunçados e, à esquerda, caixotes sobrepostos como se fossem um armário.
O ensaio fotográfico denominado Where Children Sleep, do fotógrafo James
Mollison, mostra os locais onde dormem crianças de diversas partes do mundo.
As imagens retratam a diversidade
cultural e social das crianças de países como Estados Unidos, México, Brasil,
Inglaterra, Israel, Cisjordânia, Quênia e Senegal, entre outros. O ensaio
fotográfico durou quase dois anos e recebeu apoio da instituição Save the
Children, da Itália. (Kamila Katrine)
Você pode conferir o ensaio Where the Children clicando no link
abaixo:
Foto: Divulgação. Descrição para cegos: ilustração mostra parte de um campo de futebol lotado de torcedores nas arquibancadas. No campo, quatro crianças defendendo a área do gol, em que a bola não entra, esta localizada ao lado direito superior da trave. Abaixo das crianças está escrito "Defenda-se" e, ao lado, há a ilustração de um telefone apoiado em um pentágono, ambos vermelhos, em que está escrito "Disque 100" em cor branca.
A campanha Defenda-se foi criada pela rede Marista
de Solidariedade, em parceria com a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS). Seis
vídeos foram produzidos e direcionados para crianças de 5 a 11 anos,
orientando-as como se protegerem de possíveis abusadores.
Nos vídeos, as
crianças são avisadas sobre o perigo de fornecer informações pessoais a
estranhos e como reconhecer quando algum adulto está a tocando de forma
indevida, seja ele da família ou não. Ao final de cada vídeo, informa-se a
essas crianças que existe o disque 100 em que elas podem denunciar os abusos
sofridos ou sua tentativa.
Seguem abaixo os links
dos seis vídeos da campanha Defenda-se.
A sugestão dos órgãos responsáveis pela campanha é mostrá-los ao maior número
de crianças possíveis. Então, se você é professor, mãe, pai, tio, tia, avô, avó,
divulgue esses vídeos para suas crianças. Elas precisam conhecer os perigos que
as cercam e como podem denunciá-los caso não haja um adulto confiável por
perto.
Foto reprodução: blog Espaço Experimental. Descrição para cegos: foto mostra Luziana Ramalho sorrindo. Ela está sentada com o braço direito apoiado em uma mesa e veste uma roupa com mangas na cor azul. A parede atrás de si é de tijolos.
Matéria produzida pela repórter Dayse Costa para o Espaço Experimental sobre pesquisa orientada pela professora de Serviço Social da UFPB Luziana Ramalho.
A docente comparou a medida socioeducativa de internação de jovens com o encarceramento de adultos e analisou o processo de ressocialização dos egressos do CEA, Centro Educacional do Adolescente, situado em João Pessoa.
Foto: divulgação Filme R$1 - O Outro Lado da Moeda. Descrição para cegos: imagem mostra, à esquerda e em fundo amarelo, uma ilustração verde do troféu da Copa do Mundo, disposto na diagonal. Onde seria a bola, há uma moeda de um real com a faixa "Ordem e Progresso" sobreposta, e, embaixo, duas mãos segurando e sustentando o troféu. Na base, há "R$1" e por último "O outro lado da moeda". À direita, há uma menina com o rosto pixelado vestindo uma roupa jeans tomara que caia.
Nenhuma
menina dorme princesa e acorda prostituta é umas das
impactantes frases citadas no documentário R$1
– O outro lado da Moeda. Já exibido nas cidades de Brasília, Belo Horizonte
e Fortaleza, o trabalho busca esclarecer o que está por trás do mundo da
prostituição e como a sociedade pode tentar mudar isso.
O documentário R$1- O outro lado da Moeda foi
produzido pela ONG 27 Brasil que reuniu especialistas, jornalistas, organizações
não governamentais e vítimas de exploração sexual. Durante 24 minutos, informam-se
os motivos que impulsionam crianças e adolescentes a se prostituírem. Entre
esses motivos, a tentativa de fugir dos molestadores que muitas vezes são os
próprios pais e, a falta de dinheiro que muitas vezes as fazem vender o corpo
por R$1, como é mencionado no vídeo.
Diferente de outros
documentários sobre a mesma temática, R$1
– O outro lado da Moeda apresenta uma sugestão para tentar acabar com a
exploração sexual. E pensando nesse problema, a equipe de produção percorre
algumas cidades do Brasil para levar a informação de como preservar nossas
crianças e adolescentes.
Kamila Katrine
Para assistir ao
documentário, clique no vídeo abaixo: