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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Abuso sexual infantil

Descrição para cegos: a imagem retrata uma criança segurando um ursinho de pelúcia, de costas para a câmera, a mesma expõe uma postura curvada e com a cabeça baixa

Por Jéssica Stabili

O abuso sexual infantil é a condição de abuso cometido contra crianças, a qual inclui atividade sexual. Infelizmente, esta violência, que pode se tornar um marco impeditivo no desenvolvimento de quem sofre, é mais frequente do que as pessoas imaginam.

No Brasil, dados mostram que a cada hora, três crianças são vítimas de abuso. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 50,9% das vítimas de estupro no país são crianças. No cenário paraibano, no ano de 2018, a cada 34 horas, é notificada pelo ‘Disque 123, uma denúncia de abuso ou exploração sexual praticada contra criança e adolescente ’. Os dados revelam que o abuso e a violência sexual estão entre os principais tipos de violação praticados contra o público infanto-juvenil, no estado.

A maioria das pessoas associam violência sexual ao ato de penetração, quando na verdade, a violência sexual infantil é muito mais ampla, gerando traumas devastadores em qualquer manifestação que ela ocorra. Não é necessário que haja contato físico entre um agressor e uma criança para que o ato seja denominado abuso sexual. Algumas formas deste crime incluem: exibicionismo; carícias; relação sexual; masturbação na presença de um menor; forçar o menor a se masturbar;

chamadas telefônicas obscenas, mensagens de texto ou interação digital; produzir, possuir ou compartilhar imagens pornográficas ou filmes de crianças; entre outros.

No Brasil, cerca de 93% dos perpetradores de abuso sexual são pessoas conhecidas da criança ou da família e em 65% dos casos há a participação de pessoas do próprio grupo familiar. Por este motivo há uma grande dificuldade na detecção do abuso, visto que o agressor pode facilmente ser alguém que a família conhece há bastante tempo, alguém da confiança dos parentes.

Muitas denúncias são realizadas semelhantemente contra líderes da igreja católica. No dia 16 de setembro e 11 de outubro de 2018, foi anunciado ao Vaticano pelo papa a expulsão de um padre e dois bispos respectivamente, todos chilenos. O Ministério Público do Chile investiga mais de cem bispos, padres e leigos como autores ou acobertadores de crimes sexuais contra menores.

Os abusadores podem manipular as vítimas para ficarem quietas acerca da violência usando uma série de táticas diferentes, como dividir segredos sobre quaisquer assuntos que possam fortalecer o vínculo e, previamente, testar a capacidade da criança em não revelar informações. Muitas vezes usará sua posição de poder sobre a vítima para coagir ou intimidar a criança, podendo fazer ameaças se a criança se recusar a participar ou planejar contar a outro adulto. Em contradição, há ainda aqueles que dispõem de um perfil sedutor, envolvendo a criança de uma maneira com que faça acreditar de que se trata de uma brincadeira, um jogo ou uma manifestação de carinho especial por ela ser privilegiada.

Comumente a vítima não entende que está sofrendo um tipo de violência, não sabendo de que maneira agir. É indispensável que os pais mantenham-se atentos aos sinais normalmente expressos em comportamentos. Podem ser sinais de abuso: perturbações no sono, aumento ou diminuição do apetite, diminuição no desempenho escolar, mudanças bruscas no comportamento da criança, entre  outras alterações de conduta.

Soraya Escorel, promotora de justiça do Ministério Público da Paraíba, em colóquio na UFPB, em setembro de 2018, afirmou que é de obrigação do estado realizar um encaminhamento psicológico para as crianças vítimas de crimes sexuais, este acompanhamento deve ser por tempo indeterminado, até que se obtenha uma alta prescrita pelo profissional. Escorel ainda declara que em muitos casos os responsáveis não levam a criança ao psicólogo ou interrompem a assistência antes mesmo de receberem alta, levando a vítima a sofrer consequências negativas por um longo período de tempo, ou até mesmo ao longo de toda sua vida.

Para prevenção, é importante que haja uma base de confiança e segurança da criança com os pais. Ao possuir uma relação próxima com a família, diminui a chance de ser vista como alvo fácil no olhar do agressor.

Educação sexual também é de grande importância na precaução, é válido que com linguagem acessível, sejam alertadas de que ninguém, sequer pessoas de seu grupo familiar ou professores, possuem liberdade para acariciar suas partes íntimas.

É fundamental que sempre seja incentivada a comunicação com os pais caso ocorra algo neste sentido.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Cronista expõe tema violência infantil em blog

Descrição para cegos: Foto de uma criança. Ela está no centro da imagem encarando a câmera com expressão de medo. Por trás dela há um adulto vedando a sua boca com a mão.
O cronista Luan Freitas Lopes, proprietário do Blog “Diário de Crônicas”, expõe de maneira sensível e emotiva o tema da violência infantil. Envolve o leitor ao trazer aspectos da infância, como bicicleta e roupas coloridas, em contraste com a violência sofrida pela vítima. Violência esta, que deixará marcas emocionais que jamais serão apagadas, como revela o autor. Luan se distancia do senso comum ao tratar o agressor como um ser humano vítima de problemas psicológicos, carente de auxílio psiquiátrico.  

Confira postagem no blog Diário de Crônicas. (Jéssica Stabili)

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Podcast debate pedofilia e ajuda a entender o enfrentamento do problema

Descrição para cegos: Na ilustração, o tema do podcast e o número do episódio à esquerda. No canto de direito o recorte da cabeça de homem que tem como plano de fundo um jardim em que uma criança brinca
O podcast Mamilos, hospedado e publicado pelo site B9 compartilha, semanalmente, temas debatidos e evidenciados em redes sociais, como o Twitter e Facebook. E, a partir dessa busca feita pelos editores do programa, o assunto é abordado e aprofundado com ajuda de especialistas e entrevistas que apresentam embasamento e argumentos para a construção da discussão. No episódio 123, as apresentadoras e jornalistas Cris Bartis e Juliana Wallauer receberam em estúdio, em Outubro do ano passado dois entrevistados para falar sobre pedofilia.

Na conversa, Rose Miahara – Coordenadora de Ensino no Centro de Referência às Vítimas da Violência do Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo, ajuda a compreender melhor os aspectos psicológicos que dizem respeito ao assunto e o promotor da Vara da infância e Juventude de SP, Yuri Giusppe, fala sobre o enfrentamento do problema e como é dado através do campo jurídico. O podcast conta ainda com participação de Caroline Marafiga – Doutoranda em psicologia clínica que atende pedófilos no sistema penitenciário do Paraná. (MARIA EDUARDA)

sábado, 1 de julho de 2017

Até onde eu posso confiar?

Descrição para cegos: cartaz do fime 
que apresenta uma menina deitada
 abraçada ao travesseiro com apenas 
metade do rosto à mostra. O fundo 
é preto e acima aparece o nome do
 filme: “Confiar” com uma mão
 simulando um mouse clicando nele
Por Raquel Pimentel

      Esse é o questionamento que fica após assistir ao filme Confiar, de Andy Bellin e Robert Festinger. O filme relata a história de uma adolescente, Annie, interpretada por Liana Liberato, que vive o conflito da puberdade, acreditando que ninguém em sua casa a entende. É nessa realidade que Annie começa a se relacionar com um garoto de 16 anos, Charlie, que conheceu na internet.
      Quando seus pais viajam, Annie marca um encontro escondido com o rapaz, mas ao chegar descobre que ele não é um garoto de 16 anos, e sim um homem adulto que a leva para um motel e tem relações com ela. A princípio Annie acredita que estão apaixonados e que tudo que aconteceu foi natural, mas, só depois percebe que Charlie parou de responder seus emails, e já não fala com ela. Sua amiga Brittany ao perceber a situação conta tudo ao conselho da escola que logo chama o FBI e os pais da garota.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Identifique o abuso sexual infanto-juvenil

Descrição para cegos: no meio de um campo, uma menina abraça seus joelhos enquanto esconde o rosto entre os braços.
A Childhood Brasil, organização que trabalha para influenciar a agenda de proteção da infância e adolescência no país, listou 10 dicas para reconhecer possíveis sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes. Tais como o silêncio predominante, mudanças súbitas de hábitos e queda repentina na frequência escolar. Ainda ressalta a importância de procurar uma avaliação especializada caso sejam apresentados alguns desses sinais, e que os responsáveis façam com que o jovem se sinta ouvido e acolhido, sem questionar. Para ler todas as 10 dicas, clique aqui. (Mateus Araújo)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Para que eles não sofram

Descrição para cegos: ilustração mostra três macacos lado a lado.
O primeiro, à esquerda, está tapando os olhos, o do meio, os ouvidos, e o da direita, a boca.


Por Heloysa Andrade


O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, dia 18 de maio, instituído pela Lei nº. 9.970/2000, remete ao caso de uma menina de 8 anos que foi sequestrada, violentada e assassinada em 1973. Há mais de 40 anos do caso Araceli, a situação ainda se repete.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Defenda-se do abuso sexual

Descrição para cegos: ilustração mostra parte de um campo de futebol lotado de torcedores nas arquibancadas. No campo, quatro crianças defendendo a área do gol, em que a bola não entra, esta localizada ao lado direito superior da trave. Abaixo das crianças está escrito "Defenda-se" e, ao lado, há a ilustração de um telefone apoiado em um pentágono, ambos vermelhos, em que está escrito "Disque 100" em cor branca.


A ONG chilena Raíces e a Fundação Marista de Solidariedade Internacional lançaram uma campanha que orienta crianças sobre a diferença entre carinho de familiares e amigos e abuso sexual. A campanha inovou na linguagem, criando vídeos que ilustram situações cotidianas em que a criança podem se defender, seja relatando a violência para alguém de confiança ou fazendo a denúncia diretamente no Disque 100. Confira aqui a série de vídeos. (Joseany Pontes)

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ausência: relato de adolescência interrompida

Descrição para cegos: foto mostra dois adolescentes sentados em uma calçada. O rapaz da esquerda é branco e está com o queixo apoiado nos braços, estes sobre seus joelhos, enquanto olha para a frente. O rapaz da direita é negro e está segurando um pastel com a mão direita. Atrás deles, há uma cerca que, na área que delimita, apresenta grama e lixo.

O filme conta a história de Serginho, um adolescente de 15 anos que trabalha em uma feira, cuida dos irmãos e da mãe alcoólatra. A trama se estrutura sobre as diversas ausências vividas pelo menino. Uma delas é a do pai que não conheceu. Apesar das muitas ausências sentidas por ele, a humana e as consequências do abandono são o foco do filme; Serginho está em busca de afeto. Sua vida fica dividida entre as responsabilidades precoces e a vida que ele deseja ter. A obra do cineasta Chico Teixeira levanta temas difíceis como trabalho infantil, abuso sexual, evasão escolar e negligência, no ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos e enfrenta a possibilidade de sofrer retrocessos. O filme tem estreia prevista para esta quinta-feira, dia 26. Confira o trailer (Marília Cordeiro).

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Save The Children realiza campanhas contra violência sexual infantil

Descrição para cegos: imagem mostra uma criança, em uma camisa listrada azul e preta, embaixo d'água deixando escapar parte de sua respiração, formando bolhas na superfície. Na frente de seu rosto, há um símbolo ilustrativo de um boneco com as mãos levantadas e ao lado "Save the Children", ambos em cor branca.

          A representação da ONG Save The Children no Peru lançou em março a campanha #HablaPorHellos, tendo como objetivo combater a violência sexual infantil. Utilizando o Dubsmash, aplicativo de dublagem que se tornou viral desde o início do ano, celebridades do país fizeram vídeos dublando áudios de crianças que declaravam estar sendo agredidas.
Desde a primeira postagem da campanha até o início de maio, a hashtag #HablaPorHellos foi utilizada por doze milhões de pessoas, como também aumentou a quantidade de relatos sobre abuso infantil.
Já no início deste mês, a representação norueguesa da ONG lançou dois vídeos focalizando o mesmo tema. Eles mostram crianças prendendo a respiração debaixo d’água e a indagação: se você acha que prender a respiração por 50 segundos é difícil, tente por 17 anos – média de tempo que as crianças abusadas sexualmente levam para relatar a violência que sofreram. (Manuela Patrício)

Confira os vídeos aqui

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os monstros da minha casa

Descrição para cegos: desenho em preto com fundo branco mostra
uma pessoa com os braços e pernas abertos, olhando para a direita, assustada.

Em 2010, em Palma de Mallorca, Espanha, houve uma exposição chamada “Os Monstros da Minha Casa”, na qual foram expostos desenhos realizados por crianças que sofreram abuso sexual. Através de acompanhamento psicológico e terapêutico, as crianças conseguiram expressar o que sentiam, produzindo desenhos que faziam referência aos seus agressores. Confira alguns deles aqui. Junto de cada desenho há observações feitas pelos profissionais responsáveis por acompanhar as crianças. (Manuela Patrício)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O abuso sexual e o problema da relação afeto X abuso


Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra, em primeiro plano,
uma boneca no chão, e em segundo plano, desfocada, uma menina
deitada no chão com as mãos servindo como travesseiro.

por Jadson Falcão

        Segundo estudos feitos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mantido pelo governo federal, no ano de 2012, no Brasil, ocorreram 7.592 denúncias de abuso sexual de crianças de até 9 anos de idade, o que corresponde a uma média de 20 casos por dia. Na faixa etária de 10 à 19 anos, o número de casos aumenta, chegando, nesse ano, a 9.919 casos, com uma média de 27 por dia.
       Essas estatísticas mostram apenas os casos que foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas, na maioria das vezes, as vítimas de abuso sexual não denunciam os casos, seja por medo de que sua palavra não seja levada a sério, ou por medo de ver o parente preso.