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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Carregadores de frete

Descrição para cego: Na foto um adolescente empurra um carro feito de sucata de geladeira. A imagem não identifica o adolescente.
                                                                      Por Julia Oliveira

      Na feira que passo do bairro que moro, enxergo os pequenos carregadores de frete. Disputam a feira das senhoras que fazem as compras, de domingo a domingo. É um passa a passa, um vai e vem. Ninguém olha, só tem medo ou desdém. Às vezes eles chegam e perguntam com os olhos. Outras vezes eles falam e são logo ignorados.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Cronista expõe tema violência infantil em blog

Descrição para cegos: Foto de uma criança. Ela está no centro da imagem encarando a câmera com expressão de medo. Por trás dela há um adulto vedando a sua boca com a mão.
O cronista Luan Freitas Lopes, proprietário do Blog “Diário de Crônicas”, expõe de maneira sensível e emotiva o tema da violência infantil. Envolve o leitor ao trazer aspectos da infância, como bicicleta e roupas coloridas, em contraste com a violência sofrida pela vítima. Violência esta, que deixará marcas emocionais que jamais serão apagadas, como revela o autor. Luan se distancia do senso comum ao tratar o agressor como um ser humano vítima de problemas psicológicos, carente de auxílio psiquiátrico.  

Confira postagem no blog Diário de Crônicas. (Jéssica Stabili)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Identifique o abuso sexual infanto-juvenil

Descrição para cegos: no meio de um campo, uma menina abraça seus joelhos enquanto esconde o rosto entre os braços.
A Childhood Brasil, organização que trabalha para influenciar a agenda de proteção da infância e adolescência no país, listou 10 dicas para reconhecer possíveis sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes. Tais como o silêncio predominante, mudanças súbitas de hábitos e queda repentina na frequência escolar. Ainda ressalta a importância de procurar uma avaliação especializada caso sejam apresentados alguns desses sinais, e que os responsáveis façam com que o jovem se sinta ouvido e acolhido, sem questionar. Para ler todas as 10 dicas, clique aqui. (Mateus Araújo)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Queda no número de grávidas adolescentes no Brasil

Descrição para cegos: close da barriga de uma mulher grávida, de perfil, com as mãos apoiadas na pele de modo a evidenciar o tamanho.
Por Mateus Araújo

       Segundo dados preliminares do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), o Ministério da Saúde relata que houve queda de 17% da gravidez precoce no Brasil entre os anosde 2004 e 2015. Esse resultado pode ser explicado pelo maior acesso a contraceptivos e a expansão de programas como Saúde da Família e Saúde na Escola.
        Esses dados mostram que em 2004 nasceram vivas cerca de 661,2 mil crianças de mães com idades que variam de 10 a 19 anos, já em 2015 esse número caiu para 546,5 mil, representando 18% dos 3 milhões de nascidos vivos no país durante 2015.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Projeto audiovisual reinsere jovens infratores

Descrição para cegos: captura de um dos vídeos do TV Degase. Nela estão um rapaz e uma moça. Ele está fotografando algo que está diante deles.

Por Mateus Araújo
       
        No Rio de Janeiro, foi criado um projeto audiovisual que funciona dentro de uma unidade de internação para jovens que infringiram a lei. Trata-se da TV Novo Degase (TVND), que tem o objetivo de reinseri-los na sociedade os incentivando a produzir conteúdo semanal para um canal no YouTube.
        Todos os vídeos são produzidos por esses jovens de 12 a 17 anos que, na instituição, recebem aulas para desenvolverem as competências em roteiro, direção, produção, câmera e realização de entrevistas. Essas aulas, seguindo características atraentes e criativas de um estúdio de TV, propiciam o desenvolvimento da autoestima e autoconfiança dos participantes.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O espelho da gravidez na adolescência


Descrição para cegos:cartaz do documentário Meninas que mostra a barriga de uma gestante com um efeito que faz aparecer sobre ela uma favela. 
Por Cynthia Silva

Lançado em 2006, o documentário Meninas, da diretora Sandra Werneck, conta a história de quatro garotas que compartilham muitas coisas em comum, a realidade social em que vivem, a gravidez precoce e o desafio de encarar a vida adulta antes do tempo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

“Memes” como disfarce para problemas psicológicos

 
Descrição para cegos: desenho de um boneco com as mãos juntas na frente da boca e os cotovelos apoiados na mesa. Ele encara a tela de um computador. Sua testa está franzida.
Por Mariana Lira

         A palavra “meme” vem do grego e significa “imitação”. O termo “meme da internet” é usado para descrever um conceito que se dissemina rapidamente na rede, algo que se espalha através da internet, semelhante ao viral.O livro The Selfish Gene (O Gene Egoísta) por Richard Dawkins, publicado em 1976, define um “meme” como “uma unidade de evolução cultural” que se propaga de indivíduo para indivíduo. Podemos dizer que, segundo esta definição, qualquer conhecimento relacionado à cultura que seja transmitido através de um indivíduo para o outro é um “meme”.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Como lidar com crianças e adolescentes de rua

Descrição para cegos: mostra a casinha (vermelha) do Snoopy com ele em cima dela, ambos largados em um chão sujo, no fundo da imagem existe entulhos de madeira, cerâmicas quebradas, concreto e uma parede (cinza).
       O site Guia de Direitos disponibiliza uma espécie de manual ensinando como lidar com crianças e adolescentes em situação de rua. Ele informa que é dever do Estado e das famílias zelar por aqueles que ainda não se desenvolveram. Mas, quando isso não acontece é importante entender a complexidade do assunto e não culpar a criança de rua por sua situação. É destacado ainda que não se pode abrigar um menino de rua contra a vontade dele. O certo é notificar ao Conselho Tutelar da região e exigir que a Vara da Infância e da Juventude apure o caso. Confira aqui. (Maria Clara Lima)

terça-feira, 5 de julho de 2016

IV Colóquio sobre Infância e Adolescência – com a professora Maria do Socorro de Souza Vieira

Descrição para cegos: foto mostra o professora Socorro Vieira e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor

O IV Colóquio sobre Infância e Adolescência foi realizado no dia 25 de maio. Teve como convidada a professora Maria do Socorro de Souza Vieira. Ela é graduada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba, Mestra em Ciências Sociais também pela UFPB e doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e atua como professora do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFPB. O colóquio foi organizado por Heloysa Andrade, Jeane Pontes e Júlia Brito, para a disciplina Jornalismo e Cidadania do curso de Jornalismo da UFPB.

Veja o colóquio na íntegra:


1 - Proteção à infância e à adolescência na Paraíba

A professora Socorro Vieira comenta as políticas de proteção à criança e ao adolescente na Paraíba.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Sonita, a voz de uma geração forçada ao casamento precoce

Descrição para cegos: foto mostra uma menina vestida de noiva com o olho
direito machucado e arranhão na bochecha.

                                                            Por Jeane Pontes

O casamento infantil é uma realidade, e embora essa prática seja condenada, é parte da cultura de alguns países da África, Ásia e Oriente Médio. A pobreza é a principal razão do matrimônio, principalmente nas áreas rurais. É costume os pais comercializarem suas filhas para futuros casamentos em troca de um pouco de dinheiro para o sustento do restante da família, e as meninas são vendidas sem o direito de escolher seu próprio destino.
Sonita Alizadeh é uma jovem afegã que, como muitas meninas, viu seus sonhos serem ameaçados pelo casamento precoce. Quando ficou sabendo o que iria acontecer, a garota usou a música como arma para denunciar tudo o que estava vivendo e para escapar do futuro traçado por sua família.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ausência: relato de adolescência interrompida

Descrição para cegos: foto mostra dois adolescentes sentados em uma calçada. O rapaz da esquerda é branco e está com o queixo apoiado nos braços, estes sobre seus joelhos, enquanto olha para a frente. O rapaz da direita é negro e está segurando um pastel com a mão direita. Atrás deles, há uma cerca que, na área que delimita, apresenta grama e lixo.

O filme conta a história de Serginho, um adolescente de 15 anos que trabalha em uma feira, cuida dos irmãos e da mãe alcoólatra. A trama se estrutura sobre as diversas ausências vividas pelo menino. Uma delas é a do pai que não conheceu. Apesar das muitas ausências sentidas por ele, a humana e as consequências do abandono são o foco do filme; Serginho está em busca de afeto. Sua vida fica dividida entre as responsabilidades precoces e a vida que ele deseja ter. A obra do cineasta Chico Teixeira levanta temas difíceis como trabalho infantil, abuso sexual, evasão escolar e negligência, no ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos e enfrenta a possibilidade de sofrer retrocessos. O filme tem estreia prevista para esta quinta-feira, dia 26. Confira o trailer (Marília Cordeiro).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Estudo analisa percepção de professores sobre jovens em conflito com a lei

Descrição para cegos: foto mostra Patrícia Fonseca sentada e sorrindo. Ela veste
uma blusa com estampas geométricas e uma calça jeans. Ao seu lado, há um computador.

A professora Patrícia Fonseca, da UFPB, discute em seu trabalho os processos educativos e a promoção da cidadania de jovens infratores. O foco é conhecer a visão dos profissionais da educação acerca dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Como solução para reduzir preconceitos e estigmas, o estudo propõe a inserção de políticas nas escolas para auxiliar a ressocialização. Eu entrevistei a professora Patrícia Fonseca para o programa Espaço Experimental. Ouça a entrevista. (Marília Cordeiro)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Apago da memória

Descrição para cegos: foto mostra, em primeiro plano, uma boneca no chão. Ao fundo, há
uma criança por trás de uma porta de vidro, com as mãos sobre a mesma, olhando para a boneca.

Por Joseany Pontes


Vivia pelas ruas a brincar
Toca, esconde-esconde, barra bandeira
Tudo era muito divertido
De tanto brincar sujava o vestido.

Não queria  ficar em casa
Pois não me agradava nada
Não tínhamos televisão
Só uma almofada pra sentar no chão.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O abuso sexual e o problema da relação afeto X abuso


Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra, em primeiro plano,
uma boneca no chão, e em segundo plano, desfocada, uma menina
deitada no chão com as mãos servindo como travesseiro.

por Jadson Falcão

        Segundo estudos feitos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mantido pelo governo federal, no ano de 2012, no Brasil, ocorreram 7.592 denúncias de abuso sexual de crianças de até 9 anos de idade, o que corresponde a uma média de 20 casos por dia. Na faixa etária de 10 à 19 anos, o número de casos aumenta, chegando, nesse ano, a 9.919 casos, com uma média de 27 por dia.
       Essas estatísticas mostram apenas os casos que foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas, na maioria das vezes, as vítimas de abuso sexual não denunciam os casos, seja por medo de que sua palavra não seja levada a sério, ou por medo de ver o parente preso.
     

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

2º colóquio sobre infância e adolescência - Professora Maria Lígia Malta

Descrição para cegos: foto mostra Lígia Malta gesticulando. Ela está
sentada, na mesa há vários cadernos abertos e, à frente, a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor.

Na quarta-feira, 8 de outubro, os alunos de Jornalismo da UFPB Bruna Cairo, Lucas Lourenço e Tâmara Luana realizaram um colóquio sobre infância e adolescência para a disciplina Jornalismo e Cidadania. A professora convidada foi Maria Lígia Malta Farias, Coordenadora do Curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas, no Campus I da UFPB, e vice-Coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos.

Seguem os vídeos do colóquio.

No primeiro vídeo, Lígia Malta fala sobre os direitos fundamentais da criança e do adolescente e das responsabilidades da família, da sociedade e do Estado na garantia desses direitos.