quarta-feira, 29 de abril de 2015

Quem vai deter o Estado Islâmico?


Descrição para cegos: foto mostra quatro mãos de crianças
segurando grades.


Por Marília Cordeiro


O sequestro e recrutamento de crianças tem se tornado umas das mais recorrentes táticas de guerra de grupos como Estado Islâmico (EI) e Boko Haram. Segundo a ONU, essas estratégias estão sendo utilizadas de forma sistemática para aterrorizar, submeter e humilhar comunidades.
Segundo o último relatório do Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas, a maioria dos crimes são cometidos contra menores de idade. Meninas são vendidas como escravas sexuais, jovens com deficiência mental atuam como homens bomba, crianças são crucificadas ou enterradas vivas. Tudo em nome do poder e do extremismo religioso.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os monstros da minha casa

Descrição para cegos: desenho em preto com fundo branco mostra
uma pessoa com os braços e pernas abertos, olhando para a direita, assustada.

Em 2010, em Palma de Mallorca, Espanha, houve uma exposição chamada “Os Monstros da Minha Casa”, na qual foram expostos desenhos realizados por crianças que sofreram abuso sexual. Através de acompanhamento psicológico e terapêutico, as crianças conseguiram expressar o que sentiam, produzindo desenhos que faziam referência aos seus agressores. Confira alguns deles aqui. Junto de cada desenho há observações feitas pelos profissionais responsáveis por acompanhar as crianças. (Manuela Patrício)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Apago da memória

Descrição para cegos: foto mostra, em primeiro plano, uma boneca no chão. Ao fundo, há
uma criança por trás de uma porta de vidro, com as mãos sobre a mesma, olhando para a boneca.

Por Joseany Pontes


Vivia pelas ruas a brincar
Toca, esconde-esconde, barra bandeira
Tudo era muito divertido
De tanto brincar sujava o vestido.

Não queria  ficar em casa
Pois não me agradava nada
Não tínhamos televisão
Só uma almofada pra sentar no chão.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Antes da vingança, educação e oportunidades

Descrição para cegos: imagem mostra, sobre uma parede de
tijolos amarelos, uma sombra segurando uma grade.

Por Marília Cordeiro


Nas últimas semanas a proposta de emenda para redução da maioridade penal no Brasil voltou a ser tema de debates na mídia e na Câmara dos Deputados. Na grande mídia prevalece o apoio praticamente sem contrapontos, mostrando um posicionamento único que objetiva o convencimento da população.
Uma grande parte da mídia se orienta pelo sentimento de vingança. A defesa da redução é mostrada como se os menores não fossem punidos ou não cumprissem nenhuma medida socioeducativa. Todos os discursos que incitam vingança caracterizam o Brasil que eles mesmos criticam: imediatista e sem compromisso com investimentos em políticas sociais.
         Na maioria dos crimes cometidos por adolescentes são mostrados os efeitos que essa violência traz e não as suas causas. São discutidas as formas de repressão ou punição, e não como a violência poderia ser evitada. A maneira como os crimes de homicídio são expostos, nos dá a impressão de que são os mais frequentes e precisam de uma punição imediata.

domingo, 22 de março de 2015

A história da idade penal no Brasil

Descrição para cegos: charge em preto e branco mostra uma pequena criança entrando em uma viatura da polícia. Ela olha assustada para o policial que o está encarando e segurando uma arma. Ao fundo, há pequenas casas sobrepostas.

Agora contando com um forte contingente de parlamentares de perfil conservador, o Congresso Nacional repõe em discussão a redução da maioridade penal. Transcrevemos abaixo um trabalho do advogado e mestrando em Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Hamilton Ferraz, originalmente publicado no site Justificando, que narra como, desde os primeiros colonizadores, o Brasil considerou a questão da maioridade penal. 

Você conhece a história da idade penal no Brasil?
por Hamilton Ferraz

sábado, 21 de março de 2015

A infância e a adolescência na imprensa paraibana

Descrição para cegos: foto mostra Maria de Fátima Alberto
sentada e sorrindo. Ela veste uma camisa amarela e está
com as mãos sobre uma mesa.
Este assunto é tema do livro Além das Tintas do Papel: o que não se lê nos jornais paraibanos, organizado pela professora Maria de Fátima Alberto, pela jornalista Janaína Araújo e pela doutoranda Manuella Castelo Branco Pessoa. Nele estão reunidos oito artigos analisando a abordagem das questões da infância e da adolescência pelos jornais.

A repórter Marijane Mendes produziu reportagem sobre o livro para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, que você pode conferir clicando neste link.

sábado, 14 de março de 2015

Por que nunca utilizar o termo “Menor” para referir-se a crianças e adolescentes

Fonte: Foter. Descrição para cegos: imagem em tons escuros
mostra a sombra de uma criança em um balanço.

O termo “Menor” foi abolido em 1990 com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. Apesar disso, grande parte da sociedade ainda difunde essa terminologia, que além de ser inapropriada, carrega consigo um retrospecto de discriminação, injustiça e exclusão social, herdados do extinto Código de Menores. Em uma reportagem publicada no site Fundação Telefonica Promenino, o jornalista Yuri Kiddo aponta, através de entrevistas com especialistas e dados do Andi Comunicação e Direitos, os efeitos que a doutrina do menorismo causam aos estratos mais baixos da sociedade. No texto ainda estão presentes as terminologias adequadas à preservação dos direitos das crianças e adolescentes. Confira aqui a reportagem completa. (Lucas Lourenço)

segunda-feira, 9 de março de 2015

A história dos jovens em conflito com a lei na Paraíba

Descrição para cegos: foto frontal mostra Tâmara Ramalho sorrindo.
Ela está de cabelos soltos, veste uma camisa branca e está segurando uma pasta.

Por Lucas Lourenço
Em entrevista para o Espaço Experimental, a pesquisadora Tâmara Ramalho falou sobre os avanços nos direitos das crianças e adolescentes, levando em consideração o histórico das instituições Pindobal e CEA. Confira abaixo a matéria:

quinta-feira, 5 de março de 2015

Crianças e adolescentes têm direito à educação escolar nos hospitais

Descrição para cegos: foto mostra uma mulher sentada e com os braços apoiados sobre
uma mesa de biblioteca. Ela está sorrindo e olhando para uma criança também sorridente.

por Jadson Falcão

Os direitos da criança e do adolescente hospitalizado estão previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e, entre eles, está o direito ao atendimento escolar.
Com os avanços da medicina já é possível que atividades escolares ocorram no âmbito hospitalar, logicamente respeitando a situação de saúde de cada paciente.
Segundo especialistas da área, um número absurdamente pequeno de hospitais no país prestam esse atendimento, e quando prestam, algumas vezes deixam de lado a parte escolar e focam somente na parte recreativa, que também deve existir, mas de forma equilibrada, visando o máximo aproveitamento do tempo disponível com a criança.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Violência comunitária afeta vida de crianças

Fonte: Freepik. Descrição para cegos: foto mostra um menino olhando para a câmera e sentado em um batente, se apoiando em uma porta. Ele veste uma camisa rosa e calça jeans.

A violência comunitária se configura em casos de agressão, estupro, assalto, homicídio e drogas. Vivenciar casos como esses impactam profundamente o desenvolvimento físico, mental e emocional das crianças.
Em pesquisas recentes, foi constatado que crianças que convivem com a violência, seja ela de qualquer natureza, têm maior propensão para desenvolver algum comportamento violento no futuro. Atrelado a isso, constatou-se também que essa exposição negativa pode gerar problemas de saúde mental durante a infância e a adolescência.
No artigo intitulado Os Efeitos da Violência Comunitária no Desenvolvimento da Criança, a autora, Nancy G. Guerra, aponta as evidências científicas e faz esclarecimentos sobre o assunto. Nele também estão presentes formas de ajudar a criança a entender e lidar com as situações cotidianas de violência.
Acesse o artigo completo clicando aqui. (Lucas Lourenço)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O menino que não queria nascer

Descrição para cegos: imagem mostra um menino, à esquerda, olhando para algo com
a mão apoiada perto da boca e nariz. Ao fundo, à direita, desfocado, há um homem andando.

Por Lucas Lourenço
Hoje, a criança é vista como um sujeito de direitos, mas nem sempre foi assim. Na antiguidade, por exemplo, não se reconhecia na infância um investimento social e valorativo para o futuro, sendo por diversas vezes negados a elas direitos básicos como educação, saúde e cultura, entre outros. O processo histórico que proporcionou a crianças e adolescentes viverem essa fase da vida em sua plenitude decorre de mudanças importantes nas configurações familiares e, sobretudo da promoção e defesa dos direitos.
O curta-metragem O menino que não queria nascer aborda os avanços históricos no campo dos direitos da criança, ao longo do século 20. A iniciativa do  Instituto Alana teve a direção de Estela Renner e faz parte do Projeto Prioridade Absoluta: Criança em primeiro lugar. A produção sensível e didática conta a história do personagem Pedro, um menino que quer nascer em um mundo onde seus direitos estejam garantidos. A seguir, o vídeo completo:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os direitos das crianças e adolescentes no Sistema Único de Saúde

Descrição para cegos: postas lado a lado, duas fotos mostram, à esquerda, Neusa Collet
gesticulando e, à direita, Robson Antão. Ambos estão em frente a microfones, no estúdio de rádio.

Por Lucas Lourenço

Este mês o Espaço Experimental recebeu a professora da graduação e Pós-graduação em Enfermagem da UFPB, Neusa Collet e o professor do programa de Pós-graduação em Ciências Jurídicas, Robson Antão, também da UFPB. Eles foram entrevistados sobre a assistência pública dada à saúde de Crianças e Adolescentes. Confira abaixo a matéria que produzi juntamente com Aderlon Amorim e Maryellen Bãdãrãu para o programa Espaço Experimental:

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Adoção: quando contar?

Descrição para cegos: desenho mostra, da esquerda para direita: uma menina negra em um vestido e sapatos rosa com a palavra "eu" em cima, uma menina branca em um vestido e sapatos amarelo com "irmã" em cima, um homem branco em uma camisa e sapatos verde e bermuda azul com "pai" em cima, e uma mulher branca em um vestido e sapatos vermelho com "mãe" em cima. Todos estão de mãos dadas e em cima de um gramado verde, na frente de um fundo azul riscado em um papel branco.

por Jadson Falcão

Cuidar de um filho, seja ele biológico, ou adotivo, é uma experiência desafiadora e requer muita dedicação. Para todos os tipos de pais, as dificuldades e esforços são imensos, assim como as recompensas ao final de cada dia e cada etapa vencida.

Para os pais adotivos, existe uma grande questão a ser enfrentada com o passar dos anos: como contar para a criança sobre a adoção?

O medo de machucar e até mesmo de provocar um distanciamento na relação, assusta muitos pais adotivos, que acabam ficando sem saber como agir.

Segundo especialistas da área, o ideal não é esperar um momento, ou uma idade correta para contar esse segredo ao filho ou filha, mas sim, ir acostumando-o com a ideia o mais cedo possível.

Para isso, é recomendado que os pais se utilizem de estratégias que juntamente com a conversa, facilitarão esse processo que às vezes pode ser doloroso. Ferramentas como filmes infantis que tratam do tema e a contação de histórias na hora de dormir, são bastante úteis e criam um ambiente favorável ao diálogo aberto sobre a história de vida da criança.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Infância Roubada

Descrição para cegos: foto mostra uma criança indo em direção à direita
puxando uma carroça com a carcaça de um carro velho em cima.

O famoso fotógrafo Steve McCurry, conhecido por retratar em seus ensaios as injustiças sociais, realizou um ensaio fotográfico com crianças de diversas partes do mundo como Índia, Nepal e Afeganistão. Resultado de viagens feitas durante as últimas três décadas, as imagens expõem as diferentes realidades de crianças que têm os seus direitos negados. Crianças que são exploradas através de trabalho forçado e muitas vezes também de abuso sexual. (Jadson Falcão)